À espera da retomada

Indústria e comércio de câmaras frigoríficas incrementam portfólios

Apesar da recessão, o mercado de câmaras frias, portas e acessórios ainda tem a seu favor dois importantes aspectos. O primeiro deles é a expansão do setor de alimentação fora do lar, no qual o número de transações cresceu 7,8% no ano passado. O segundo é a demanda crescente por alimentação saudável, o que aumenta a necessidade de investimentos na refrigeração.

A avaliação é do empresário Rogério Rosalles, diretor comercial da Refrigeração Cacique. “Mesmo diante de um cenário pessimista, o mercado continua a se desenvolver”, reforça.

Para superar os desafios impostos pela economia, a empresa do interior de São Paulo busca os melhores fornecedores do mercado para que seus clientes tenham os melhores produtos.

Setor de refeições fora do lar ajuda a impulsionar o segmento

“Além disso, estamos investindo em um setor comercial específico para atendimento desses projetos, com profissionais treinados e focados no segmento de câmaras frias de pequeno, médio e grande porte, e um novo centro de distribuição voltado especificamente para esse segmento, isso tudo para que possamos atender a todos os nossos clientes com prontidão e qualidade”, informa.

O comércio paulista também tem promovido palestras e cursos voltados ao setor, em parceria com grandes marcas.

“Observo que muitos estabelecimentos estão precisando renovar suas câmaras frigoríficas, pois estão com equipamentos ultrapassados, gerando mais gasto de energia elétrica”, diz o empresário Orlando Marinho Bailer, diretor da Refri-Leste.

Recentemente, a indústria paulista de portas e painéis frigoríficos lançou um trilho para portas corrediças, totalmente em alumínio. Em breve, a empresa também deve colocar no mercado outros lançamentos.

“Estamos passando por um período de recessão, mas acredito que em breve o mercado voltará ao normal”, justifica.

“Temos muitas áreas a serem exploradas, como o segmento de grãos e sementes, centros de distribuição de produtos resfriados e congelados, fast foods, empresas do agronegócio, além das áreas já conhecidas, como processamento de carnes e derivados, indústrias de medicamentos, supermercados e indústrias de alimentos”, lembra Roger Afonso Barchfeld, gerente da divisão de câmaras frias da Dufrio.

Agronegócio também impulsiona o setor

Segundo o gestor, a rede está empenhada em oferecer produtos que realmente atendam às necessidades do cliente com excelente performance, observando sempre as normas sanitárias e de segurança. “Desta forma, oferecemos estruturas isolantes em poliuretano (PUR) e poliisocianurato (PIR)”, diz.

Pensando na atual conjuntura econômica, a São Rafael desenvolveu linhas de produtos que atendem aos clientes que ainda buscam comprar qualidade, de acordo com o potencial distinto de cada um.

“Do ponto de vista dos serviços, trabalhamos fortemente na qualificação e capilaridade das equipes de instalação em nível nacional e no pós-venda, que oferece uma rede de assistência técnica capacitada e disponível para serviços corretivos ou preventivos, dentro ou fora do período de garantia”, salienta João Alberto Costa Rodrigues, diretor comercial da indústria paulista.

“Percebemos que os clientes estão cada vez mais sensíveis a preços, muitas vezes reduzindo a exigência no nível de qualidade dos produtos e, consequentemente, aumentando o risco de seus próprios negócios”, pondera o engenheiro Pedro de Oliveira Serio, gerente de marketing da Heatcraft.

“Tudo isso também impacta nosso negócio, uma vez que somos uma empresa que oferece produtos de alta qualidade, confiabilidade e eficiência”, afirma.

De acordo com o gestor, a redução significativa dos financiamentos com taxas de juros competitivas abalou o setor, assim como a queda geral dos investimentos.

“A escassez de crédito impossibilitou a alavancagem do setor”, ressalta Luís Felipe Savoy, diretor comercial da Dânica, multinacional reconhecida no mercado por lançar tendências e soluções inovadoras.

“Realmente, o crédito mais restrito estagnou o mercado de câmaras frigoríficas”, concorda o engenheiro Marcelo Weber, gerente geral da EOS Termoisolantes, que vem se consolidando como uma das principais indústrias do setor.

Em contrapartida, prossegue o gestor, o segmento de reposição de portas e acessórios está aquecido. “Já existe no mercado uma expectativa de reversão deste quadro negativo no decorrer do segundo semestre, mas isto ainda não se concretizou”, diz.

Para o arquiteto Rafael Neto, da área de desenvolvimento de produtos da Isoeste, o governo tem trabalhado em ações interessantes para facilitar as atividades de produtores e existem boas notícias com relação a crédito para o setor do agronegócio.

“Tudo isso deverá ter um belo reflexo no segundo semestre para o mercado de câmaras frigoríficas, portas e acessórios”, prevê.

 

Segmento de congelados alimenta uso de refrigerantes e isolantes mais eficientes

Hábito diário dos norte-americanos, o consumo de alimentos congelados vem caindo no gosto dos brasileiros nos últimos anos, levando o setor supermercadista a se adaptar a esta nova realidade. Das grandes redes aos pequenos estabelecimentos de bairro, fazem-se notórios os investimentos em equipamentos capazes de atender ao forte crescimento desta demanda.

Ao mesmo tempo, essa forte movimentação tem levado empresas que atuam neste segmento do HVAC-R a desenvolver freezers, ilhas de congelados, expositores e balcões frigoríficos cada vez mais robustos e energeticamente eficientes, sem descuidar de características bem-sucedidas como design e espaço interno para armazenamento.

O incremento da produção de equipamentos e do consumo de alimentos congelados está estimulando os negócios da Dow não só no Brasil, mas também no exterior. A empresa prevê, de acordo com este cenário positivo, uma maior demanda do Dowfrost, fluido confeccionado com aditivos e propilenoglicol USP certificados pela agência norte-americana FDA, que permite o contato incidental com alimentos.

“Empresas que trabalham principalmente com exportação necessitam de fluidos com esta certificação, pois os mercados estrangeiros exigem a utilização de materiais certificados pela FDA”, afirma Felipe do Amaral, especialista técnico da Dow.

O uso de um insumo com esta tecnologia tem crescido na mesma proporção que a consciência da sociedade por consumir produtos com uma pegada mais “verde”, especificamente com a adoção de substâncias que tornem mais eficiente a troca de calor e sejam o menos tóxicas possível.

“No caso do gás do sistema primário, a tendência é que se substitua a amônia por hidrofluorcarbono (HCF), gás refrigerante livre de cloro em sua formação considerado não prejudicial ao meio ambiente. Paralelamente, a utilização de sistemas secundários aquosos base glicol também é vantajosa”, salienta.

O executivo da Dow se refere ao fato de a água constituir-se em um bom fluido secundário por apresentar boas características na troca de calor, embora possua temperatura de fusão e de ebulição restritos.

“A adição de glicóis inibidos (com inibidores de corrosão) alarga a faixa de temperaturas de operação da água, além de proteger contra a corrosão da tubulação. O uso destes fluidos secundários pode reduzir mais da metade da quantidade de gás refrigerante no sistema primário”, pondera Felipe, sobre a economia gerada por essas substâncias combinadas.

Isolamento térmico

De olho na expansão do HVAC-R também no varejo de alimentos, a Dow desenvolveu soluções e tecnologias para isolamento térmico a partir de espumas rígidas de poliuretano (PU), que podem ser aplicadas desde o isolamento de edifícios até em simples refrigeradores domésticos, passando por câmaras frias, trucks, termotanques.

Em busca de mais eficiência energética e economia de energia para a cadeia produtiva do frio, a multinacional colocou no mercado três modernos sistemas de poliuretano – Voracor, Voratherm e Pascal Pro.

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