Ferramentas digitais agilizam serviços

Introdução de novos sistemas de refrigeração ajuda a mudar o paradigma tecnológico do setor

Cada vez mais, a evolução tecnológica dos sistemas de climatização e refrigeração vai exigir profissionais bem qualificados,  treinados e com ferramentas de precisão que facilitem o diagnóstico de falhas.

“Os equipamentos estão ficando cada dia mais eficientes, porém muito mais frágeis do que as tecnologias mais antigas. A adoção de novos fluidos refrigerantes, assim como a introdução de novos sistemas no mercado, também são variáveis fundamentais nesse cenário”, explica o professor Américo Martins Júnior, da Thermo Cursos.

Segundo o docente da instituição profissionalizante de São José do Rio Preto (SP), a rapidez de diagnóstico e sua precisão se traduzem em ganho de tempo e dinheiro para as empresas.

“Ajustes dos equipamentos por meio do superaquecimento e do sub-resfriamento são cada vez mais necessários e precisos. São eles que vão garantir rendimento e vida útil ao compressor e ao sistema”, afirma.

Contudo, a realidade das empresas prestadoras de serviço é diametralmente oposta às exigências do mercado. “Infelizmente, elas não investem nem em cursos e muito menos em ferramentas. Assim, acabam utilizando ferramentas ultrapassadas, de baixíssimo custo”, salienta.

“As ferramentas utilizadas atualmente pelos refrigeristas para análise, como manômetros, termômetros penta e régua P/T, geram uma perda de tempo muito grande, pois demandam diversos cálculos simultâneos para um bom diagnóstico”, diz.

Além disso, prossegue Américo, muitos profissionais ignoram como utilizá-las. “Não sabem como se faz, para que servem e muito menos qual a importância de se fazer um superaquecimento e sub-resfriamento”, enfatiza.

Com a utilização de manômetros digitais, a rapidez e a precisão do diagnóstico são incomparáveis. Em apenas uma única tela, é possível visualizar, em tempo real, superaquecimento, sub-resfriamento, pressão de baixa, pressão de alta, temperatura de vapor saturado, temperatura de líquido saturado, temperatura da linha de sucção e temperatura da linha de líquido.

“Tudo isso ao mesmo tempo, sem a necessidade de fazer cálculos e mais cálculos, que, em muitos casos, são o grande vilão dos profissionais que atuam na área”, destaca.

Enfim, a rapidez de diagnóstico e a precisão são impressionantes. Ganha-se muito tempo. “Com isso, se obtém o máximo de rendimento dos equipamentos frigoríficos e, consequentemente, uma grande economia de energia para o cliente”, arremata.

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