Melbourne registra surto de legionelose

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Falta de manutenção de torres de resfriamento aumenta riscos de proliferação da bactéria que provoca graves doenças respiratórias

Noventa e dois sistemas de ar condicionado instalados em edifícios do bairro empresarial de Melbourne foram desinfetados após a confirmação de seis casos da doença do legionário, uma forma severa de pneumonia causada pela Legionella pneumophyla e outras bactérias do gênero.

Na quarta-feira (12/4), o departamento de saúde do estado australiano de Vitória informou que os cinco casos identificados entre o final de março e início de abril envolvem pessoas que passaram algum tempo na parte oriental do Distrito Central de Negócios da capital e Southbank.

A rede ABC News também relatou que um sexto caso foi identificado, e que mais outros dois estão sob investigação. Segundo as autoridades locais, houve um total de 26 casos notificados da doença em Vitória este ano, ante 21 casos registrados no mesmo período do ano passado.

Na avaliação de especialistas e autoridades de saúde, as probabilidades de pegar a doença do legionário em Melbourne são muito pequenas.

Torres de resfriamento

As bactérias do gênero Legionella são relativamente comuns em ambientes aquáticos. No entanto, elas não são abundantes, o que significa que raramente formam grandes colônias. Mas quando elas entram em uma torre de resfriamento, as coisas mudam.

A combinação de recirculação de água morna (de 27℃ a 35℃), grandes áreas de superfície para troca de calor e um fluxo contínuo de nutrientes do processo de resfriamento (ou aquecimento) cria condições perfeitas para que esses micro-organismos cresçam num limo chamado biofilme.

Torres de resfriamento que são bem projetadas, mantidas e desinfetadas dificilmente causam a proliferação de Legionella. Quase todos os surtos documentados estão associados a problemas de projeto, manutenção ou desinfecção – geralmente todos os três.