Feicon em ritmo aquecido

Às vésperas da maior feira do setor na América Latina, retomada da construção civil gera otimismo na indústria de aquecimento a gás e solar

Após dois anos trágicos para a construção civil, 2017 se inicia com um cenário inverso e perspectivas de retomada de crescimento. Mudanças na política de juros, medidas de estímulo ao crédito e outros sinais que revelam o fim da queda abrupta da economia brasileira são alguns dos motivos que fazem os empresários do ramo respirarem um pouco mais aliviados, mesmo diante dos números desabonadores do ano passado.

Somente na capital paulista, as vendas e os lançamentos de imóveis residenciais caíram 20% em 2016, num desempenho altamente contrastante com a época de ouro que a construção vinha experimentando até 2014. Para este ano, porém, a perspectiva é de crescimento de 10% nestes índices na maior metrópole brasileira, que deverá puxar o avanço do segmento.

Diante deste novo panorama e às vésperas da Feicon Batimat – maior feira do setor da construção civil na América Latina –, as empresas do HVAC-R têm, de um modo geral, ratificado o clima de confiança no futuro dos negócios.

Com um enorme potencial ainda a ser explorado na área de energia renovável e diante dos recorrentes aumentos na conta de luz, a tendência é de que as soluções de aquecimento solar sejam as que mais se beneficiem disso. O apelo econômico é também o motor que deve impulsionar o crescimento das vendas de equipamentos de aquecimento a gás, embora em níveis menores.

“No cenário internacional, o principal uso do gás liquefeito de petróleo (GLP) é para o aquecimento de água. No Brasil, 90% das residências poderiam ser convertidas para esse tipo de aquecimento”, afirma Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás).

Não fossem os altos índices de desemprego, que não devem sofrer mudanças significativas neste ano, as perspectivas poderiam ser ainda melhores.

Isso porque o investimento necessário para instalar soluções de aquecimento solar e a gás, em muitos casos, se torna inviável no curto prazo. A grande maioria das instalações deste setor costuma ter paybacks mais demorados.

“O mercado de aquecimento solar sofre com a situação econômica adversa, que tira esse poder de investimento da população. Mas a perspectiva para o futuro é positiva, pois o aspecto de eficiência e sustentabilidade da energia solar são pontos a favor”, resume Leonardo Abreu, gerente de marketing da Rinnai.

feiconAinda mais otimista está o gerente de marketing da Lorenzetti, Alexandre Tambasco, diante das novas obras previstas para este ano. Com um portfólio recheado de soluções de aquecimento a gás, o executivo não vê na queda de poder aquisitivo do consumidor um grande problema para as vendas destes equipamentos.

“A escolha pelas soluções de aquecimento normalmente não é feita pelo consumidor final, e sim pela própria construtora. Embora este tipo de instalação seja mais cara do que a elétrica, os aquecedores a gás agregam valor ao edifício e são vistos como diferenciais no momento da compra”, afirma Tambasco.

“Em tempos de crise, as construtoras podiam estar pensando em obras mais baratas, com lançamentos mais voltados para aquecimento elétrico. Agora, com a retomada, a expectativa é de que volte a crescer novamente a escolha pelo equipamento a gás.”

Novidades na Feicon

Mostrar as suas novas soluções nessa área ao público que visitará a Feicon entre os dias 4 e 8 de abril, no São Paulo Expo, é uma das prioridades da Lorenzetti para gerar novos negócios. As duas novas apostas da empresa são os aquecedores de água a gás modelos LZ 2300DE e LZ 4500DE, com sistema de exaustão inteligente.

O modelo LZ 2300DE possui capacidade para atender até três pontos simultaneamente, como duas duchas e um misturador. Já o LZ 4500DE atende até sete pontos de uso ao mesmo tempo e é indicado para locais com grande demanda, como hotéis, motéis e spas, dentre outros estabelecimentos.

aquecedor-lorenzettiOutro diferencial, segundo a Lorenzetti, diz respeito ao quesito segurança. Ambos equipamentos apresentam chama modulante, mantendo a temperatura da água estável mesmo se for aberto mais de um ponto de consumo durante o seu funcionamento, e acendimento automático, que aciona o aquecedor somente no momento da sua utilização.

“São duas soluções que enriquecem nosso portfólio num momento estratégico para o segmento de aquecimento a gás”, avalia o gerente de marketing da empresa.

A Rinnai também aproveitará a visibilidade do evento para expor a sua nova geração de aquecedores a gás, com tecnologia que permite o ajuste de temperatura mínima a 32ºC.

“Este ajuste mínimo de temperatura, em um país de verão quente como o Brasil, permite mais conforto no banho, economia de água e de gás”, explica Leonardo Abreu.

Na área de aquecimento solar, o destaque da empresa será a linha de coletores Titanium Plus, que estão de acordo com os requisitos da Portaria 352/2012, do Inmetro, e têm produção energética de 81,6 kWh/mês por metro quadrado, com classificação “A” de eficiência energética.

“Estamos otimistas com a Feicon, pois acreditamos que, mesmo com um cenário econômico ainda difícil, as construtoras, os profissionais e usuários vão buscar soluções eficientes e com bom desempenho energético, o que se encaixa dentro da nossa oferta”, assinala o gerente de marketing da Rinnai.

Outros grandes nomes do HVAC-R também marcarão presença no evento mais esperado da construção civil na América Latina, dentre eles Ageon, Cebrasse, Elgin, Full Gauge, Instrutherm, MultiVac, Polar, Sictel, Ventisol/Agratto e WDB.

:: SERVIÇO::
FEICON BATIMAT 2017
Quando: de 4 a 8 de abril de 2017
Onde: São Paulo EXPO (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, São Paulo/SP)
Horário: das 11h às 20h

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